A imagem, sem imagens, para além dos seus próprios limites: imaginação, simplicidade, objectividade e CRIATIVIDADE.fonte: http://billboardom.blogspot.com/
Em Itália, quer nos meios urbanos quer no país profundo, encontam-se com muita frequência aglomerados de placas com sinalética local rodoviária, à semelhança da imagem publicada. Anunciam hotéis, restaurantes, parques de campismo, praias, monumentos e outros locais de interesse. Trata-se, sem dúvida, de uma forma prática e eficaz de promover a região e informar os viajantes. A elevada concentração de informação, encontrando-se, por vezes, vários aglomerados próximos uns dos outros, embora possa parecer excessiva, não o é. Num curto espaço de estrada temos sempre algo do nosso interesse e pelo qual optamos. Quem faz este tipo de férias, em que a circunstância de um momento pode alterar o desenrolar do dia, é óptimo.
Eis um dos famosos graffitis de Pompeia.Embora quase imperceptível, é possível ver uns "gatafunhos" a vermelho, um pouco acima da placa "REG Vlll INS V". De facto, não é surpreendente, mas pensando que foi produzido há milhares de anos, não deixa de ser interessante.
Não faço ideia qual a mensagem que transmitia. Vê.-se que era sintética, pelo tamanho, e escrita em carvão ou material similar, muito comum à época. As paredes com maior visibilidade de Pompeia, na sua parte mais nobre, o Forúm, funcionavam como jornais murais. As mensagens expostas eram slogans sobre política, produtos à venda, bem como anúncios e informação de cariz pessoal. Um pouco à semelhança do que se passa nos nossos dias, utilizando outros meios.
Situada na baía de Nápoles, Pompeia esteve muitos séculos soterrada de lamas, com a erupção do Vesúvio, em 79 d. C., deixando a cidade inactiva.
As escavações efectuadas deixam ver o que terá sido então uma cidade opulenta. Vestígios, muitos vestígios: avenidas, ruas, casas, tavernas… e até uma casa de meninas, com vários serviços assinalados em frescos, à entrada dos quartos. Por tudo isto e muito mais, não é difícil concluir que a publicidade exterior, ou comunicação exterior para sermos mais rigorosos, aqui tenha tido um papel importante. À falta de outros meios, as mensagens veiculadas fora-de-portas, teriam o impacto que hoje em dia tem a TV. Talvez até um pouco mais!!
Até meados de Agosto vou andar por aqui, em lugares cheios de história. Destaco, no âmbito da intervenção deste blog, Pompeia onde a publicidade exterior terá dado os primeiros passos. Prometo trazer e publicar algumas imagens que indiquem nesse sentido. Caso, naturalmente, ainda por lá existam.
Terminou a "5th International Conference Mechanics and Materials in Design" que decorreu entre 24 e 26 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, FEUP. Foi mais uma oportunidade interessante para falar de inovação em Publicidade exterior a engenheiros mecânicos, engenheiros civis, engenheiros quimicos e outras áreas em que a matemática tem um importante papel.
Tem aproximadamente
Dias depois, foram colocados por cima dessas manifestações artísticas, novos cartazes contendo a imagem de um dos produto referência da marca, uma sapatilha. Esses cartazes com buracos nas laterais do produto, evidenciavam o graffiti que estava por baixo, conferindo ao produto uma perspectiva original e criativa. Fonte: www.guerrilla-innovation.com/archives/2006/04/000488.php e www.woostercollective.com/2006/03/adidas_gets_it_right_with_adicolor.html
Desde sempre o corpo humano tem funcionado como um dos suportes privilegiados para veicular mensagens de índole diversa (estéticas, amorosas, políticas, guerreiras, desportistas, etc). Apesar dos vários media surgidos no decorrer do século passado, caso da rádio, televisão e Internet, o corpo parece continuar a desempenhar um papel importante, enquanto plataforma de comunicação. Os rostos pintados à cor da bandeira dos adeptos de futebol, neste mundial, acentuam esta vertente.