



A primeira vez que tive contacto com marca Allgarve, através da imprensa, há vários dias, o primeiro impulso, de ordem emocional, não me levou a rejeitá-la. Achei, e acho, o trabalho de design bom (tipografia, cor, enquadramentos, etc.). Terei pensado instintivamente: bom, talvez a criação desta marca e a sua difusão no exterior, seja valorativa para a região. Não rejeito, assumindo uma postura de marketeer, que possamos associar e atribuir a marcas portuguesas palavras estrangeiras. Muito embora, devo dizê-lo, não o faria por princípio, caso estivesse na elaboração de um projecto desta natureza. Temos uma língua riquíssima, entre muitas outras coisas, e há que valorizá-la. Já imaginaram aqui ao lado os nossos vizinhos fazerem o mesmo? Certamente que não!
Decorreu na passada sexta-feira, 2 de Março, no colégio Clip, Porto, mais uma feira das Profissões do CLIP. Pela primeira vez a Agência de Comunicação, recentemente criada no âmbito do estágio do curso de Ciências de Comunicação, da UFP, esteve presente num evento desta natureza. Entre as várias brincadeiras gráficas desenvolvidas, destaco um marcador de livros personalizado, com a fotografia de cada um dos miúdos. Pelo feedback obtido, foi um sucesso. Será para repetir, evoluindo!
Deixo 2 fotos de uma parte do grupo de apoio a este evento.
Parece que um novo suporte publicitário está já a ser utilizado em alguns países, nomeadamente na vizinha Espanha. Trata-se de imprimir mensagens publicitárias em ovos, a denominada "eggadvertising". Ideia genial, simples (parece que o grande problema foi a impressão por laser) e objectiva. Ah, e parece que chega a todos. Ou será que há por aí alguém que não goste de ovos. Ou melhor, alguém que ainda não tivesse posto um ovo a ferver ou a estrelar?
Criado há vários anos, retomamos agora este projecto empresarial. Retomamos, uma vez que compromissos académicos não permitiram a continuidade desejável.
Amanhã, pelas 17.00h, decorre a apresentação pública e assinatura do protocolo de colaboração UFP - CEVAL, respectivamente, Universidade Fernando Pessoa e o Conselho Empresarial dos Vales do Lima e Minho, na Unidade de Ponte Lima. Parece-me um momento importante para ambas as Instituições, uma vez que assume o "pressuposto da complementaridade de vocações entre a dimensão académica e empresarial e a sinergia que daí pode advir para a competitividade organizacional".
Não é novidade para ninguém que a Universidade e a Empresa continuam de costas voltadas. Não se consegue perceber que tal aconteça. Tal como não se entende que não exista uma aposta clara nesse sentido, por parte das elites, quaisquer que elas sejam. Sabemos do nível cultural da maioria dos nossos empresários, que é baixo. Muito embora não se deva ilibá-los de alguma responsabilidade, cabe, de facto, a essas elites fazer algo. A ser assim, teremos melhores universidade, empresas, produtos e marcas. A criação desta última, a marca, passa ao lado da estratégia, quando existe, da grande maioria das empresas do nosso país, que embora possam produzir com qualidade, o que acontece com muitas ao fazê-lo para grandes marcas mundiais, são incapazes de implementar a marca, enquanto factor competitivo. Bom, mas este é um outro assunto a que voltaremos mais tarde…
Por agora, e relativamente à Universidade Corporativa do Ceval que vai nascer, espera-se que seja o pontapé de saída para colmatar graves deficiências entre a Universidade e a Empresa. Quanto mais se fizer pelo desenvolvimento desta dualidade, mais prósperos seremos.
Deixo aqui um documento com mais informação sobre o acto que, tal como referido, decorre amanhã.
Terminei de ler a " A Formação da Mentalidade Submissa", de Vicente Romano, Deriva Editores, com tradução de Rui Pereira. Recomendo vivamente! É uma visão lúcida e oportuna sobre as actuais sociedades e o funcionamento dos meios de comunicação. Uma das mensagens chave do texto, alerta para que “Os poderosos que são poucos é que possuem os meios para formar ou deformar opiniões”. Nesse sentido, cabe a cada um ficar alerta exercendo um pensamento crítico, face às mensagens que os media transmitem. Advoga o autor que “Manter as pessoas simples, pobres preocupadas com as histórias dos famosos, garante cidadãos anestesiados e passivos”. Mas, também, os grandes intelectuais não ficam isentos de crítica. Segundo Romano, “ A maioria dos intelectuais vive bem, mas à custa de se venderem, de não questionarem o sistema.”
Um dos primeiros posts que publicámos, já lá vão uns meses, intitulado "Os primórdios da publicidade exterior: a pedra de Rosetta", assinalávamos a importância desta pedra na história da comunicação exterior. Usámos, então, em título, o termo publicidade de uma forma livre, simplificando a terminologia. Cabe, no entanto, referir que este termo aplicado à época, é um pouco forçado. Se encararmos a publicidade como forma de persuasão, naturalmente que sempre existiu, remontanto, assism, a sua origem às origens do próprio Homem, enquanto entidade socialmente organizada. Porém, se encararmos a publicidade como instrumento ao serviço das empresas, é lícito utilizar apenas esta terminologia após a Revolução Industrial e consequente sociedade de consumo. Neste contexto, pode dizer-se que surgiu na segunda metade do século XIX, nos países à época mais desenvolvidos economicamente.
Aconselho vivamente a consulta da posta "A GALP diversificou o negócio", no arrastão, a quem roubei esta n0ticia e respectivo título.Outra diferença que me parece interessante realçar, é o formato do próprio banner. O banner de helicóptero pode ter um formato quadrado, contrariamente ao avioneta-banner, em que apenas o formato vincadamente rectangular, permite uma mobilidade eficaz.
Tudo isto para dizer que se instalou
Chegaram os calendários para 2007. Deixo aqui a ligação para o da Pirelli, que iniciou a publicação há 42 anos. Trata-se, indubitavelmente, de um ícone da comunicação corporativa, com índices de visibilidade e notoriedade impressionantes. O motivo é, como sempre, a celebração da beleza feminina.