Está a decorrer na Universidade Católica Portuguesa a ARTECH 2008. Trata-se de uma conferência de artes digitais, a todos os níveis muito interessante. Lá se reúnem investigadores nas mas diversas áreas das tecnologias digitais e outras próximas. Lá estive fazendo uma comunicação intitulada "Design do Outdoor: inovação com base em pigmentos camaleónicos".
Uma recente viagem a Hartman Center for Sales, Advertising & Marketing History in Duke's Special Collection Library, Universidade de Duke, NC, Estados Unidos, permitiu-nos ter acesso aos prémios OBIE dos últimos anos. Trata-se de um galardão anualmente atribuído aos grandes cartazes de rua, entre nós denominados Outdoor, mais criativos e inovadores. Deixamos aqui uma selecção de imagens que mereceram por inteiro esse prémio.
Como o prova a data da última postagem (Setembro), não tem sido fácil manter este blogue actualizado. Múltiplos afazeres e a especificidade das temáticas abordadas, centralizadas na Publicidade exterior e inovação, são as razões. Dada a ausência da publicação deste tipo de matérias no nosso país e o interesse neste tipo de trabalho, fica a promessa, uma vez mais, de continuidade e reforço de actualização mais continuada.
Não tem sido fácil a gestão deste espaço. Deixo, para já, a imagem de um cartaz fabuloso (palavras para quê?) e a promessa de um regresso mais dinâmico.
Para quem gosta de ostentar marcas no que usa (roupa, calçado, acessórios, etc.), já o pode fazer no próprio corpo, desde que seja numa zona com alguma visibilidade. Além do mais, ganha uns cobre. Visitar aqui, uma empresa espanhola que quer dar cartas em termos de suportes publicitários originais, ou melhor, que pretende expressar os novos tempos, muito embora se deva dizer que o corpo humano foi o primeiro de todos os suportes.
‘Calma! Calma! Com a Ryanair há lugar para todos!’ Mais um excelente registo publicitário da estratégia de comunicação da Ryanair. Além da mensagem transmitida, não haverá aqui, também, uma crítica subtil ao jornalismo que hoje temos? Afinal, a descontextualização da imagem e de partes de texto pode dar lugar a múltiplas interpretações.
Este é o anúncio que a Ryanair publicou e que tanta tinta está a fazer correr. À falta de assunto mais importantes para encher as páginas dos jornais, um assunto bombástico como este sempre vende mais algum papel, capta mais umas audiências... Bom, por mim não vejo nada de mais do que muita criatividade.
O cartaz que acima se apresenta é uma peça de inegável criatividade. Ampliando toda a imagem podem ver, através da imagem mais pequena, à direita, como funciona o dispositivo. Foram colocados pinos de alumínio com diferentes tamanhos em todo a a superfície. Quando não existe luz solar os pinos não produzem sombra (primeira imagem do cartaz), logo que seja projectada luz no cartaz é produzida sombra formando-se a imagem de uma mulher (segunda imagem do cartaz). Pouca tecnologia, mas muita criatividade.
Não faço ideia qual a agência de publicidade que trabalhou a última campanha da cerveja Tagus. Também não importa para o caso. Importa sim referir duas questões. A primeira, corroborando João Teixeira Lopes, dirigente do Bloco de Esquerda, na meiosepublicidade, que "O incitamento ao orgulho hetero caminha lado a lado com a linguagem do ódio e esconde o que, desde há milénios, significa a opressão ou a pura eliminação de todos os que ousaram tornar públicas as suas opções sexuais". A segunda, é a de que a marca já estará a facturar, tal como previa. Ou, será que não e virou-se o feitiço contra o feiticeiro? Bem feito!!
O caderno de economia do Expresso, desta semana, publica esta imagem com o título "Novo híbrido da GM faz furor em Detroit". Trata-se de um cartaz outdoor de promoção ao novo Chevrolet Volt, desenvolvido segundo uma perspectiva ecológica, tal como começa a ser moda na indústria automóvel. Ainda bem!! À parte esse aspecto no desenvolvimento de produtos com respeito pelo ambiente e que muito estimo, agrada-me bastante a forma apelativa como promovem o veículo. Não se trata de nenhuma originalidade. Há inúmeros casos de marcas que já o fizeram, fazendo interagir as suas imagens com o local de formas muito interessantes, estabelecendo diálogos e jogos visuais que não nos deixam indiferentes. A isto chamo publicidade inteligente. Os custos neste caso não parecem relevantes, mas os resultados são, por certo, espectaculares. Já agora, o ambiente agradece!!
“O queijo é uma metáfora para qualquer coisa que desejamos ou necessitamos em nossas vidas. É nosso objetivo. Para os ratos, é especificamente o queijo. Para os duendes, pode ser felicidade, êxito, dinheiro, etc.O labirinto é uma metáfora da vida, qualquer que seja o lugar onde as pessoas passam o tempo buscando aquilo que desejam e necessitam.” http://sugestao.blogspot.com/2006/09/quem-mexeu-no-meu-queijo-mensagem-do.html Este é um dos livros que todos, repito todos, devem ler. Não por ter grande pensamentos, elaborados com profundidade tal que, por vezes, nos escapam as mensagens de alguns livros. Nada disso! É um livro simples e rápido de ler. Qualquer fim de tarde é suficiente para o devorar. Sim, devorar é o termos. De que trata, afinal, o livro "Quem mexeu no meu queijo"? Qual a sua mensagem? Simples: estamos preparados para a mudança na sua concepção mais vasta, não apenas no mundo dos negócios, nas empresas, etc? Sim, mas vai muito mais além, expondo a mudança como um paradigma do nosso tempo. Tempo esse moldado pela velocidade, pela vertigem e alteração brusca de comportamentos, formas de vida, mobilidade social, etc. Trata-se de um livro de gestão? Sem dúvida, mas, definitivamente, não só. Vai muito mais além. Já agora, deixo uma provocação: com qual das personagens se identifica mais?